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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

São uns tristes

Os homens têm a atávica mania de que precisamos deles para gozar sexualmente. Ora nem eu, nem quase nenhuma das mulheres que conheço precisa de homem, excepto para procriar. (Com as biotecnologias que aceleradamente marcham ao nosso encontro, brevemente nem para isso!)
O prazer, para nós, consegue-se, até, pensando nele!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A culpa e o deleite

A Cecília era muito íntima da Zulmira, tão íntima, que lhe permitia saber que, quando a amiga era chamada a capítulo pela madre das freiras, lá do colégio de Guimarães, entrava numa fase de pré êxtase ou mesmo orgasmo puro, que ela disfarçava com os soluços e as lágrimas de "arrependimento" das "maldades" que propositadamente cometia para ser chamada a ouvir a reprimenda e ser posta de castigo. Parece que naquele colégio as reprimendas eram dadas em privado, só a madre e a aluna prevaricadora, num gabinete próprio onde as janelas eram parcialmente fechadas se fosse de dia e a iluminação reduzida se fosse à noite. Tal ambiente, acompanhado de uma proximidade física, junto com uma postura de sujeição – a aluna ajoelhada quase sobre o regaço da madre, proporcionava grande erotismo à confissão e consequente reprimenda, tornando estes encontros em momentos de grande deleite mútuo. Não acredito que uma madre com estudos de psicologia não soubesse que comportamento estava a induzir na jovem rapariga a seus pés.